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30/07/2021
Renato Carioca conversa sobre os resultados da base e a evolução das categorias


Renato Carioca ao lado de Marcus Dantas, técnico do Sub-20 (Foto: Vinícius Lima/AFC)

Por Comunicação AFC


Os resultados das conquistas da Taça Santos Dumont Sub-20 e da Copa Zico Sub-17 mostram os frutos recentes do trabalho desenvolvido pelas categorias de base do America, reformulado no Plano de Excelência e Modernização (PEM). Gerente de Futebol e formado pelo clube nos anos 80, Renato Carioca foi um dos profissionais que estava desde o início no processo de reformulação e na formação dos nossos jovens atletas. Em entrevista, Renato nos conta sobre a evolução da base, a captação e a integração com o time profissional. Confiram. 

Renato, como você avalia o trabalho que tem sido feito na base do clube? 

Estamos no caminho certo. Tivemos duas conquistas recentes (Sub-20 campeão da Taça Santos Dumont e Sub-17 da Copa Zico). Nós estamos sempre acompanhando o trabalho do Sub-17 também, que tem uma gestão muito boa. Hoje, temos no Sub-20 jogadores que vieram do Sub-17. Nós temos aproveitado essa sequência de mudança de categoria para que possamos cada vez mais fazer esses garotos estarem identificados com o clube para que sempre possam vestir com vontade e prazer a camisa do America na base e posteriormente no profissional. Com isso, vamos trazendo desde lá debaixo os garotos que vão destacando e crescendo dentro do clube. 

Qual é o principal fator para o crescimento da base do clube?

Esse é um processo de longo prazo, que vem sendo feito desde o início da gestão do Presidente Sidney Santana, também passando pelo Marco Antônio Teixeira, que vem lá de trás dando suporte a esse processo. A Diretoria vem acreditando que o trabalho que poderá, como já começou a dar, resultados. A Comissão Técnica, com Josué Teixeira, vem sempre acompanhando, assim como Luisinho fazia esse trabalho de acompanhamento e avaliação dos garotos. Hoje, temos muitos jovens que vieram da base no time profissional com condições de jogar. No último jogo (Artsul, 28/07/2021), tivemos um gol de um desses garotos (Marquinho) e também tivemos a estreia do Teteu. As coisas vão acontecendo gradativamente. Então, é um processo que tem a participação de todos (Diretoria, Comissão Técnica do profissional e da base) e é o que vem acontecendo. É gratificante ver o clube voltando as origens de formar bons jogadores. 

O America está colhendo frutos de um processo de reformulação do futebol de base. Qual foi o principal ponto de virada para essa mudança no trabalho da base do Mecão? 

A gente considera a equipe do Sub-20 como se fosse o segundo grupo do profissional. Há o mesmo tratamento a nível de material, estrutura, alimentação, análise de desempenho e psicologia. Todo o suporte que os profissionais tem, muitas vezes com a mesma equipe do principal, que passa suas experiências, cobram disciplina, educação e respeito, os garotos também tem. Uma coisa é ser amador e outra é ser profissional. Então, quando esse garoto estiver no profissional, ele estará todo adaptado a cultura do clube e as regras de trabalho do time principal. Este é o caminho. Estamos trabalhando para que os nossos jovens se sintam como profissionais e não amador. 

Como está sendo o processo de captação de jovens promessas? 

Implantamos um sistema de captação seletiva. Mapeamos jovens que já vinham se destacando e analisando as indicações de pessoas que tenham conhecimento a nível de futebol. Com isso, temos uma maior porcentagem de conseguir êxito. Praticamente não fazemos mais peneiras, porque é um processo muito heterogêneo. É um processo que temos fazendo e que nos vem dando bastante resultado. 

Para além do campo, quais são os outros trabalhos desenvolvidos nas categorias de base para o desenvolvimento dos jovens atletas? 

Quando se tem um trabalho sério, nós colhemos frutos. Hoje, para além do profissional, nós temos jogadores no Flamengo, no América Mineiro e em outros clubes. Isso é um patrimônio que o America tem e que está tendo visibilidade. Isso ajuda e muito. O trabalho vai colher frutos. Temos jogadores 99, 2000 e 2001 - que acabaram de ser campeões do primeiro turno da A2. O clube precisava ter esse trabalho novamente para quando voltar a Série A já ter um trabalho bem consistente na base.

Como está sendo o processo de integração dos jovens do Sub-20 com o elenco principal?

Está sendo muito positivo. O ponto mais importante é mostrar para o garoto que ele terá oportunidade. Não adianta ter uma base forte e esse garoto não chegar no profissional. Então, o America sempre foi um clube formador de jogadores. Eu mesmo cheguei ao clube com 14 anos e joguei durante oito. Logo, deve-se mostrar ao jovem que ele pode chegar ao profissional. Fizemos uma aproximação do Sub-20 com o profissional, estando treinando sempre juntos ou próximos, para que possam sentir a possibilidade de um dia estar no plantel do time principal e sonhar em vestir a camisa do America, agora na equipe de cima.

Hoje o time tem mais de uma dezena de atletas formados no clube no time principal. Isso é fruto de um trabalho bem desenvolvido? 

Tudo é fruto de um trabalho profissional que está em desenvolvimento há alguns anos. Temos conseguido formar garotos para o clube. Então, é um trabalho sério, de profissionais capacitados, que vieram com o intuito de formar novamente jogadores. Com isso, temos conseguido êxito na formação, principalmente na transição do Sub-20 para o profissional.  

Como está sendo o processo de integração dos jovens do Sub-20 com o elenco principal?

Está sendo muito positivo. O ponto mais importante é mostrar para o garoto que ele terá oportunidade. Não adianta ter uma base forte e esse garoto não chegar no profissional. Então, o America sempre foi um clube formador de jogadores. Eu mesmo cheguei ao clube com 14 anos e joguei durante oito anos. Logo, deve-se mostrar ao jovem que ele pode chegar no profissional. Fizemos uma aproximação do o Sub-20 com o profissional, estando treinando sempre juntos ou próximos, para que possam sentir a possibilidade de um dia estar no plantel do time principal e sonhar em vestir a camisa do America, agora no profissional. 

Com os resultados positivos na Copa Zico Sub-17 e na Série A2 Sub-20, quais serão os próximos passos para o desenvolvimento da base?

O principal trabalho é o investimento na qualificação, captação, desenvolvimento e aperfeiçoamento dos atletas. Não há crescimento sem investimento. O clube já vem fazendo isso há alguns anos. O resultado, aos poucos, aparece. Não há dúvida nisso. Com isso, temos conseguido formar nos últimos anos jogadores com condições de estarem no elenco do time profissional. Isso gera uma identidade, como sempre teve o America, de grande formador. 



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