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21/03/2021
Renato Carioca conversa sobre a evolução das categorias de base



Amanhã (22/03), o America retorna aos trabalhos no campo para a disputa da Série A2. Depois de não conseguir o acesso à Fase Principal do Campeonato Carioca, o Mecão virou a chave e já começou a pensar na disputa desta nova competição. Durante o torneio, jogadores da base foram muito utilizados e tiveram destaque. Este fator ocorre por conta do processo de planejamento de captação e profissionalização das promessas rubras. Gerente de Futebol do America, Renato Carioca, cria das categorias de base do clube nos anos 80, reformulou o processo de utilização dos jovens atletas e os frutos começam a ser colhidos. Em entrevista, Renato falou sobre a reformulação da base, processo de captação e profissionalização dos garotos.


Processo de transição da base para o profissional


- Quando fui convidado para fazer esse processo de transição, o America tinha muita dificuldade em conseguir com que os garotos subissem para o time profissional. Existia um bom trabalho, surgiam bons jogadores, mas não havia essa transição. Quando fui convidado para trabalhar junto com o Luisinho, nós começamos a fazer esse processo, mesmo na série B1, preparando e adaptando os garotos lentamente ao time profissional. Praticamente dois anos após o início desse projeto, a gente conseguiu fazer esse trabalho com muito cuidado. Hoje, nós consideramos o sub-20 do America como uma categoria profissional, com a mesma qualidade de trabalho e as mesmas condições. Com isso, conseguimos revelar bons jogadores e dar oportunidade para eles poderem jogar com os profissionais, sendo que a gente entende que o clube precisa voltar a revelar bons jogadores, o que sempre fez, e com isso formar grandes equipes.


Cuidados no processo de transição da base para o profissional


- O maior cuidado que a gente tem que ter é justamente essa adaptação. Traçar o perfil do garoto, porque alguns sentem essa transição. Existe uma cobrança maior e alguns não estão preparados imediatamente. Isso vai muito da personalidade do jogador. Uns sentem, outros tem que ter um pouco mais de cuidado, então a gente traça esse perfil para saber como será esse processo de transição. Olhando nesse perfil, hoje temos o Agú, onde nós olhamos o perfil, a personalidade e praticamente entrou para a equipe titular. Então, a gente traça o perfil, tem esse cuidado e com a nossa experiência nós conseguimos fazer com que os garotos não sintam tanto essa transição para o profissional.


Captação dos atletas


- Desde a minha chegada ao America, praticamente encerramos as peneiras. Sendo assim, iniciamos um processo de captação seletiva, através de indicações, e portanto, você eleva o nível dos garotos. Esse processo de captação seletiva nos dá mais certeza que, por meio desse grupo, ao formar duas ou três equipes, dificilmente haverá algum garoto muito abaixo do nível. Assim, é possível captar melhor e esse é o processo que estamos implementando e obtivemos mais sucesso. Fizemos esse processo durante o Carioca Sub-20, o fazíamos ao menos uma vez por semana e, durante esse período, conseguimos captar 4 atletas e dois deles puderam jogar pela categoria ao fim do campeonato. Então, é um processo seletivo, de maior qualidade, onde a gente consegue captar mais garotos de qualidade.


Diferencial do trabalho feito hoje com o anterior


- Eu vim da base do America. Desde os meus 14 anos, morei na concentração do Projeto Mecão, onde foram formados vários jogadores, como Moreno, Jorginho, Donato, Denilson e eu. Naquele momento, o America teve muito sucesso. Acho que o diferencial hoje é a questão de oportunidades aos garotos. Coisa que não vinha sendo feito no America e a gente conseguiu. Existia até um bom trabalho, mas não tinha andamento para o profissional. Portanto, aplicamos esse diferencial de fazer o Sub-17 e o Sub-20, principalmente, tal qual uma equipe profissional, dando aos garotos todas as perspectivas para chegar à equipe principal. Eu volto a repetir: jogador que sai da base do clube tem um comprometimento diferente, ele tem uma ambição, tem uma vontade muito grande de chegar à equipe principal. É muito diferente de um jogador contratado que não conhece a história do clube, que não passou pelas dificuldades da base. Então, acho que esse é o nosso grande diferencial. Hoje, o garoto que está no America sabe que há perspectivas de chegar à equipe profissional. Nós vemos esse brilho no olho deles e, por isso, é possível realizar este trabalho.



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